Mecânicas que Elevam a Ação a Outro Nível
Em termos de gameplay, Astral Chain é um jogo de ação em terceira pessoa com um sistema de combate único, O jogador controla um personagem da Neuron, uma força policial futurista, que combate criaturas interdimensionais chamadas Chimeras. A grande sacada é o uso dos Legions as entidades que lutam ao lado do personagem e são controladas de forma independente nessa jogabilidade aprofundada com controle duplos e Legions variados ele se destaca por seu sistema de combate: Usando um esquema de controle assimétrico, com os dois analógicos, você move o personagem principal com o stick esquerdo e comanda o Legion com o stick direito, criando uma dança estratégica no campo de batalha. A corrente que liga os dois personagens é um elemento central da jogabilidade. Ela pode ser utilizada de maneira criativa, permitindo que você enrole inimigos para imobilizá-los, realize contra-ataques cronometrados e até arme emboscadas. O jogo não se limita ao combate. Ele inclui segmentos de investigação, resolução de puzzles, patrulhamento pelas ruas da Ark e interação com NPCs, oferecendo um ritmo variado e uma experiência muito mais completa do que um simples jogo de ação, durante a campanha, você desbloqueia e alterna entre cinco Legions, cada um com habilidades únicas e um estilo de jogo próprio: Os diferentes tipos de Legion Durante o jogo, você desbloqueia e alterna entre cinco Legions, cada um com habilidades e estilos de combate próprios:⚔️🛡️ Sword Legion O primeiro Legion que você desbloqueia. Versátil e equilibrado, excelente para iniciantes. Suas habilidades incluem cortes rápidos e a capacidade de cortar objetos específicos do cenário (como cabos ou barreiras).
🏹🎯 Arrow Legion Especializado em ataques de longa distância. Útil para atingir inimigos aéreos ou enfrentar grupos sem precisar se aproximar. Também serve para acionar interruptores distantes.
💪🛡️ Arm Legion Um Legion pesado e defensivo. Permite que o agente vista o Legion como uma armadura, absorvendo dano e ganhando força bruta. Ideal para áreas com perigos ambientais ou inimigos que exigem resistência.
🐺🐾 Beast Legion Um Legion ágil e veloz, que permite ao jogador rastrear cheiros e cavalgá-lo para se mover mais rapidamente. Útil em perseguições e exploração. Também é ótimo para ataques corpo a corpo rápidos.
🪓🔥 Axe Legion
Possui ataques lentos, mas extremamente poderosos. Além disso, cria um campo de defesa que reduz o dano recebido. Perfeito contra inimigos blindados e chefes mais difíceis.
Estratégia e personalização
O jogador pode personalizar os Legions com habilidades secundárias, chamadas Skills, e com upgrades que aumentam o poder, defesa e velocidade. A troca rápida entre Legions durante o combate (com um simples botão) permite criar combos avançados e responder de forma estratégica aos desafios de cada inimigo.
Além disso, há um sistema de classificação no final de cada missão, incentivando o domínio das mecânicas para alcançar o melhor desempenho.
Uma curiosidade interessante: o jogo foi desenvolvido com um forte foco no feedback tátil do Joy-Con, aproveitando as capacidades únicas do Switch para aumentar a imersão e tornar o controle do Legion mais intuitivo.
História: Um futuro distópico e dilemas morais
< A história de Astral Chain se passa em um futuro distópico, onde a humanidade vive isolada em uma megacidade flutuante chamada Ark. O planeta foi devastado por portais interdimensionais que trouxeram as Chimeras, seres hostis que ameaçam o que resta da civilização. O jogador assume o papel de um jovem recruta da Neuron, uma força policial equipada com Legions capturados e domesticados. Conforme a história avança, mistérios sobre as origens das Chimeras e a verdadeira natureza das Legions são revelados, enquanto o personagem lida com questões familiares e dilemas morais. Embora não seja um enredo extremamente complexo, ele é bem conduzido, com personagens carismáticos e uma forte ambientação de anime sci-fi. Além das ameaças externas, o enredo também foca nos conflitos internos da Neuron e nos laços familiares do protagonista, que tem uma ligação direta com outros membros da força policial. O jogador pode escolher controlar um dos dois irmãos gêmeos, e aquele que não for escolhido atuará como um personagem importante na trama, o que dá um toque pessoal à narrativa. Ao longo do jogo, são explorados temas como ética no uso de tecnologia, controle mental, e o quanto a humanidade está disposta a sacrificar sua própria liberdade para sobreviver. Os segredos por trás das Chimeras e das próprias Legions acabam por revelar uma teia de conspirações e interesses ocultos que tornam a jornada do protagonista muito mais pessoal e emocional do que se imagina no início. Os momentos de história são apresentados com uma estética de anime moderna, e com um equilíbrio entre cenas de ação e momentos mais introspectivos. Há uma ênfase forte na relação entre os personagens, especialmente na conexão entre os irmãos e nos laços formados com os demais agentes da Neuron, Além das ameaças externas, o enredo de Astral Chain surpreende ao focar muito mais nas relações humanas e em dilemas éticos do que eu esperava de um jogo de ação. Por trás da estética fuBastidores: A visão do diretor O diretor Takahisa Taura comentou em várias entrevistas que Astral Chain foi criado com a intenção de explorar algo diferente do típico jogo de ação da Platinum. Segundo ele: “Queria que fosse um jogo onde o jogador pudesse sentir a responsabilidade e o peso de proteger a humanidade, e ao mesmo tempo experimentar uma nova sensação de combate em sincronia com outro ser.”A visão do diretor
Em 2020, Taura revelou que tinha várias ideias para uma continuação, dizendo que “muitas possibilidades ficaram na mesa” e que o desejo de expandir aquele universo era forte. No entanto, até hoje não houve anúncio oficial de uma sequência, embora rumores apontem que a Nintendo ainda considera a franquia valiosa.turista e das batalhas contra criaturas interdimensionais, existe uma história sobre família, responsabilidade e até a fragilidade da própria humanidade frente a forças que ela mal compreende. Escolher qual dos irmãos você vai controlar já define um tom sutil para a história, pois o irmão ou irmã que não for selecionado ganha vida como personagem ativo e essencial na narrativa. Isso cria uma conexão emocional mais forte do que apenas seguir um roteiro fixo, e eu achei que isso deu um toque de personalidade raro para um jogo desse gênero. Enquanto a trama progride, ela levanta questões que vão além da ação típica. Até que ponto se deve confiar em uma organização militarizada que monopoliza o uso dos Legions? Até onde vai a linha entre controle e parceria com essas criaturas? E o que a humanidade está realmente disposta a sacrificar para sobreviver em um mundo tão quebrado?O jogo não força essas perguntas na cara do jogador, mas elas estão lá, debaixo da superfície. Isso me agradou muito, porque me senti incentivado a pensar e não só a lutar. A história de Astral Chain não é revolucionária, e nem tenta ser um épico denso como um Xenoblade ou um NieR, mas no que se propõe, ela acerta: criar um mundo crível, personagens que você quer acompanhar e um enredo que cresce em impacto conforme você avança. E, sinceramente, é isso que me fez continuar até o fim. Não foi só o sistema de combate incrível ou os visuais estilosos. Foi também a curiosidade de entender mais sobre aquele mundo e ver como as relações entre os personagens se desenvolveriam. Recepção da crítica e do público No lançamento, Astral Chain foi muito bem recebido pela crítica especializada. O jogo obteve uma média de 87/100 no Metacritic, com elogios ao seu sistema de combate criativo, direção de arte estilizada e trilha sonora vibrante. Sites como IGN destacaram o jogo como "um dos melhores exemplos da criatividade da PlatinumGames", enquanto o GameSpot elogiou a forma como o jogo mescla ação com exploração e elementos de investigação. Entre o público, o jogo também encontrou um espaço de destaque no catálogo do Switch. Mesmo sendo uma IP inédita, sem o peso de uma franquia consagrada, Astral Chain rapidamente ultrapassou a marca de 1,3 milhão de unidades vendidas, algo impressionante para um jogo de nicho. Com o tempo, ele passou a ser visto como um dos “tesouros ocultos” da biblioteca do console, frequentemente recomendado por fãs de jogos de ação e por quem busca algo novo e estiloso. O sucesso de Astral Chain mostra que há espaço para novas ideias no mercado atual e reforça o talento da PlatinumGames em criar experiências marcantes, mesmo fora das suas franquias mais tradicionais. Para muitos, é um título que merece ser revisitado e que ainda tem muito potencial para uma sequência. De forma mais conclusiva após horas de combates frenéticos, investigação e momentos emocionantes, o confronto final contra Noah Prime é um verdadeiro teste de tudo que você aprendeu ao longo de Astral Chain. É uma luta intensa, que exige domínio total dos diferentes Legions, controle preciso do personagem e atenção ao ritmo do inimigo. Não é um chefe impossível, mas oferece um desafio justo e satisfatório. Particularmente, achei que o jogo mantém uma curva de dificuldade bem balanceada: ele te ensina aos poucos como dominar o sistema de combate, e quando você chega no ápice da história, realmente sente que evoluiu junto com o personagem. Fechar Astral Chain foi uma experiência gratificante, não apenas pelo combate em si, mas também pela jornada que o jogo proporciona. É uma obra que mostra o quanto a PlatinumGames pode ir além de seus padrões de ação tradicionais, entregando um jogo com identidade própria, muita alma e um universo que, honestamente, merece ser explorado novamente em uma sequência. Se você ainda não jogou Astral Chain, vale muito a pena dar uma chance. E se já jogou, conta pra gente: como foi seu duelo final com Noah Prime? Você dominou todos os Legions? Deixe seu comentário e vamos conversar sobre esse grande título do Switch! Nota : Me perdoem pela demora nos pots, estou resolvendo muita coisa ultimamente. Link Direto








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